E se fossemos alugados pelos chineses?

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Sim, o título parece ser presunçoso, mas atente-se um pouco na realidade lusitana (é a segunda vez que falo de chineses nas crónicas, é mau presságio). Segundo noticiou a RR, existem mais de 20 mil chineses em Portugal, cerca de 0,001% da população chinesa – coisa pouca -, mas o grande problema não são esses 20 mil, são aquela meia dúzia que está a comprar tudo o que é empresa, algumas públicas, vistos gold e estão, aos poucos, a conquistar o país conquistador.

Se é certo que em cada cidade, vila e até aldeia há uma loja ou um restaurante chinês, não é menos verdade que os milionários asiáticos estão a começar a entrar na nossa vida, de forma cada vez mais arrebatadora, parecendo Portugal uma loja de penhores. Não fosse a língua portuguesa tão díspar das demais, sendo complicado para eles dizer o nome do país (mas será melhor adaptarmo-nos a outro novo acordo ortográfico, com ‘Poltugal’ pelo meio) e não sei o que aconteceria.

REN, EDP e vinho são alguns dos negócios que começam a ficar de olhos em bico, algo preocupante. Se é bom que haja investimento estrangeiro em Portugal, quando começamos a ser alugados e comprados por pessoas que olham para nós com cifrões nos olhos, começamos a perder uma liberdade adquirida há centenas de anos. Não é uma questão nacionalista, não é xenofobia, mas será este capitalismo frenético e procura intensa de lucro em terras de outros algo bom para um futuro sustentável? Fica a pergunta…

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Author: Jorge Correia

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