Preço da esperança

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Mais uma vez, esta semana, surge a notícia de mais um naufrágio assassino de um barco sobrecarregado de pretendentes a emigrantes africanos na Europa. Desta vez ocorreu na Grécia, mas notícias do género têm sido constantes também nas costas espanholas e italianas, por exemplo. A Primevera Árabe, os constantes conflitos em países africanos, a fome, a doença e a falta de condições básicas para a sobrevivência humana são os principais factores que obrigam os africanos – sobretudo os subsaarianos – a emigrarem em condições que os podem matar para terem algum tipo de esperança num futuro. Esse futuro acaba muitas vezes por não ser vindouro e estas debandadas de África que pretendem ultrapassar a barreira do mar Mediterrâneo acabam por provocar mortos e a causa, muitas vezes, é a sobrecarga dos barcos. A ânsia de um futuro acaba por ser fatal.

Enquanto europeus, olhando para estas desgraças, sentimo-nos abençoados por não termos de enfrentar este tipo de tragédia para ter algum tipo de esperança num futuro melhor. A esperança, pelo menos.

Para estes emigrantes africanos o preço da esperança é demasiado alta. Pagam com a própria vida para entrar num barco que muitas vezes não chega ao destino. Estão entre a espada e a parede, sendo que a espada é um futuro de fome e miséria e a parede é um mar Mediterrâneo. Tudo é relativo, até a emigração.

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Author: admin

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