Esta coisa de sermos bons pais

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Não faço a mínima ideia o que significa ser um bom pai – ou uma boa mãe. Mas desde que pensamos em ter filhos, e por toda a vida deles, esforçamo-nos por o sermos. Quando os sentimos mexer na barriga, quando lhes tocamos a primeira vez, quando os vemos tão crescidos. A todo o instante. Queremos ser bons pais.
Porque bons pais implicam bons filhos. Ou não?
Às vezes fico a pensar como é que eles serão quando crescerem. E de repente apercebo-me que provavelmente o nosso papel – de mãe, de pai, de pais – é o mais importante na vida deles. Aquele que vai determinar se são boas ou más pessoas.
Mas é difícil decidir o que é ser “um bom pai”.
É comprar-lhes as melhores roupas, as melhores fraldas e os melhores brinquedos, ou herdarem as roupas e os brinquedos dos primos e aprenderem valores como a partilha? É terem o último grito da tecnologia em jogos e tablets ou passarem a tarde na rua, a esfolarem os joelhos enquanto jogam à bola? É andarem em escolas de elite, com professores de topo ou nas escolas públicas e terem amigos de todas as cores e feitios? É levá-los a mil e uma actividades depois da escola ou deixá-los brincar à vontade em casa? É pagar-lhes as melhores explicações para terem ajuda diferenciada nos trabalhos de casa e estudos para os exames, ou sentarmo-nos com eles e ajudarmos nós, apesar de não nos lembrarmos do nome de todos os rios de Portugal ou de como se fazem contas de dividir sem máquina de calcular? É levá-los àquele restaurante que adoram ou fazer uma pizza em casa, apesar de não sair tão boa como se gostaria? É convidar os amigos deles para brincarem em casa no fim de semana ou passarmos uma tarde de cócoras com eles a montar legos e a pentear barbies? Não sei, sinceramente.
Mas sei quando os meus filhos estão felizes. E é isso que me faz pensar que estou perto de ser uma boa mãe. O resto, só o futuro o dirá.

Autora do blog Café, Canela & Chocolate

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Author: admin

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